04/03/2026 | Inovação e tecnologia

Polo produtivo de petróleo e gás, Rio de Janeiro lidera pesquisa em tecnologias para setor de energia

No Rio de Janeiro, 61% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial vêm da extração de petróleo e gás natural e 9,3% são do setor de derivados de petróleo e biocombustíveis. Não por acaso, o estado é sede da Petrobras e do centro de pesquisa da empresa, o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), um dos maiores complexos de pesquisa aplicada em energia do mundo.  

Criado em 1963 para desenvolver soluções tecnológicas e assistências técnicas para a exploração e produção de óleo e gás, o centro tem hoje mais de 115 laboratórios e plantas-piloto e emprega 1.100 doutores, mestres e técnicos. 

As áreas de pesquisa são bastante abrangentes e vão desde geociência, engenharia de reservatórios, elevação e escoamento, poços, tecnologias submarinas e de superfície a refino, logística e comercialização. Nos últimos anos, a instituição ampliou os estudos em descarbonização das operações e energias renováveis. Mas o CENPES não está sozinho no desenvolvimento de soluções e tecnologias para transição ecológica e digital da indústria brasileira. 

Jornada Nacional de Inovação da Indústria, evento itinerante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), está percorrendo todo o país para traçar desafios, propostas e soluções inovadoras de cada estado. Para cada unidade da federação, a Agência de Notícias da Indústria publica uma matéria para contar um pouco mais sobre o ecossistema industrial. Já trouxemos um panorama sobre os estados do Sul, Centro-Oeste e Nordeste: RSSCPRGODF, MSMTMAPIRNPBALSE e BA. Começamos a região Sudeste com o ES e agora é a vez do Rio de Janeiro. 

Startups fluminenses focam em automação e conservação ambiental 

Com um cenário fértil para novos negócios, o estado tem startups como a Embeddo, especializada em engenharia avançada e automação de processos industriais; a Biosolvit, de biotecnologia para preservação do meio ambiente; e a T&D, de gestão hídrica para combater o desperdício de água.  

A Embeddo desenvolve tecnologias de sensores e dispositivos inteligentes adaptáveis a diferentes aplicações, junto a uma plataforma de big data, analytics e machine learning, que fornece métricas e análises para manutenção preditiva e insights estratégicos. A startup atende grandes clientes, como Stellantis e Ambev.  

Já a Biosolvit tem, entre os produtos criados, o Ecofast, que é um absorvedor de petróleo, tecnologia que ajuda na descontaminação de óleo no solo e na água. Em 12 anos, a empresa expandiu e instalou unidades no Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul; e nos Estados Unidos, Portugal e Macao, na China. 

Enquanto a T&D cresceu tanto com suas soluções de gestão de água que aderiu ao modelo de franquia e hoje está presente em várias cidades do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Suas principais soluções são: Sistema de Economia de Água (SEA), com tecnologia e métodos próprios que tornam o consumo de água de qualquer estabelecimento o mais eficiente possível; o Sistema de Monitoramento Remoto (TDRR); e os medidores de individualização de consumo de água.